sexta-feira, 10 de abril de 2009

Como tudo começou

Quando eu tinha 13 anos, minha vida era um caos.
Minha mãe tinha um namorado (meu pai faleceu há muito tempo) que era um saco. Se achava o gostosão e fazia questão de ficar andando pelado pela casa pra exibir o seu jr. grandão. Apesar de ele ser um metido nojento e sem vergonha, ensinou coisas boas à minha mãe. Ela aprendeu a ver a vida de uma forma mais liberal e à aproveitá-la mais.
Enfim, naquela época, eles viajavam bastante, principalmente para a praia, em especial, a Praia do Pinho, nudista. Nessas viagens, no começo eu ficava na casa do meu tio, mas depois, minha mãe resolveu confiar em me deixar sozinha em casa.
Logicamente, eu, uma criança, achava ótimo poder ficar sozinha, no começo. Mas depois de um tempo, resolvi convidar amigos para a minha casa e dar festas de arromba com o dinheiro da mamãe.
Foi mais ou menos nessa época que comecei a aprontar, beber, fumar e sair à noite. Um tanto precoce, mas, hoje em dia até que não é tão anormal.
Pois bem que num dia desses, sozinha em casa, no MSN, conversando com um colega do colégio, convidei ele para vir aqui. Só ele.
Veja bem. Estava levemente alcoolizada e a minha intenção era perder minha virgindade com aquele idiota, escolhido à dedo, por ser retardado, feio e burro - ou seja, o cara perfeito para eu não me apaixonar. Sim, porque eu tinha muito medo de me apaixonar pelo primeiro cara da minha vida, como eu via acontecendo o tempo todo com as outras garotas.
Então, tomei mais uns goles e esperei. Quando ele chegou, nos beijamos e tudo o mais, ele ainda perguntou: "você já fez isso alguma vez na vida?" e eu respondi, claro e simples: "não".
Ele tinha 15 anos na época e era um cabaço também.
Fomos pra cama da minha mãe - que me lembro muito bem, estava com um cobertor vermelho - e, ué, tranzamos.
Ok, tranzamos vírgula. Foi péssimo. Pra começar, ele nem tirou a camiseta. Só abaixou as calças um pouco e pronto. Me colocou por cima e deixou que eu fizesse todo o trabalho. Não me ajudou nem um pouquinho. Doeu muuuuuito²! Mas, foda-se.
Não sangrei, mas ele, numa proeza, conseguiu gozar (devia ter ejaculação precoce), o que fez com que eu quisesse me lavar, já que foi sem camisinha e (eca!) aquela coisa escorria pela minha perna.
Eu, pouco sem vergonha, entrei no chuveiro e ainda chamei ele pra tomar um banho comigo. Há, como eu era danadinha ushauhsauhsuhsa...
Depois disso, eu não me lembro de muita coisa. Ele comentou várias vezes sobre a quantidade de porra que ele tinha gozado, como era bastante e blá blá blá.
Ele foi embora e nunca mais nos falamos.
Legal, não?
Pelo menos não me apaixonei.
Mas, poderia ter esperado mais um mês... Aí pegaria um cara mais interessante.

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